Pesquisadores da Unila fazem monitoramento de agrotóxicos na BP3

Pesquisadores da Unila fazem monitoramento de agrotóxicos na BP3

10h39 - 03/01/2018

As análises de agrotóxicos no reservatório da Itaipu agora são realizadas em Foz do Iguaçu, nas instalações do Laboratório de Cromatografia, com apoio de pesquisadores docentes da área de Química da Unila e de estudantes de mestrado de outras instituições. Esse laboratório faz parte do Laboratório Multiusuário Engenheira Enedina Alves Marques (LEAM), que está instalado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), com apoio interinstitucional da Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu e Unila.

De acordo com as pesquisadoras do Grupo de Pesquisa do Laboratório Interdisciplinar de Estudos do Meio Ambiente (LEIMA) – professoras Aline Toci, Gilcélia Cordeiro e Marcela Boroski –, o projeto “Micropoluentes em águas superficiais da BP3” garante que as águas superficiais de 21 microbacias sejam analisadas no laboratório da Unila. Ali, são analisadas as concentrações de dois tipos de agrotóxicos mais usados na região – o glifosato e a atrazina – e também seus metabólicos, levando-se em conta que o uso de agrotóxicos na região supera a média estadual. Dos 21 pontos monitorados pelo projeto, o mais distante está localizado na região de Guaíra. A Itaipu é responsável pela logística de coleta das amostras.

O grupo de pesquisa conta com a participação de quatro bolsistas de iniciação científica, além de voluntários que avaliam os parâmetros físico-químicos e os ensaios de toxidade em águas superficiais. São estudantes dos cursos de Química (licenciatura), Engenharia de Energia, Engenharia Química, Biotecnologia e Ciências da Natureza. Além de discentes da Unila, participam quatro estudantes de mestrado ligados a outras universidades públicas de São Paulo, Rio Grande do Sul e do Paraná. “Eles fizeram créditos nas instituições de origem e agora desenvolvem 100% do trabalho prático de seus projetos na Unila. Cada mestrando é responsável por um tipo de análise”, conta Marcela.  

Pesquisa externa

O estudante Alexandre Della Flora, do Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), veio para Foz do Iguaçu empreender o plano de trabalho “Desenvolvimento de metodologia para determinação da atrazina e metabólitos para avaliação dos níveis de contaminação das águas superficiais da BP3", com orientação da professora Carla Sirtori, da UFRGS, e coorientação das três pesquisadoras da Unila.

O projeto de pesquisa do estudante consiste em desenvolver uma nova técnica de extração de amostras, além de analisá-las pelo processo de cromatografia. Ele explica que a metodologia que desenvolve é a de microextração, na qual a separação dos analitos é feita em solvente orgânico. Na centrífuga, os solventes são sedimentados e recolhidos onde estão concentrados os analitos. Quando a amostra entra no cromatógrafo, os analitos são separados individualmente, devido à interação com a coluna e a temperatura. Cada um deles é identificado por meio de um sinal cromatográfico diferenciado em que o detector de massas vai gerando espectros.

“Tive uma grande oportunidade de desenvolver essa pesquisa na Unila e ter contato próximo aos equipamentos. Ao final deste ano, já posso escrever um artigo científico sobre a pesquisa desenvolvida e, no mês de março, defendo a minha dissertação”, conta Alexandre.

LEAM

O Laboratório Multiusuário Engenheira Enedina Alves Marques (LEAM) completou seu primeiro ano de atividades e tem como principais desafios tornar o espaço efetivamente multiusuário, ampliar o escopo de agrotóxicos avaliados e buscar parcerias com demais projetos da região do Oeste do Paraná e outras universidades, com o objetivo de formar recursos humanos qualificados.

Fonte: Unila

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