Palestra reforça prevenção e desmistifica questões sobre o câncer de mama

Palestra reforça prevenção e desmistifica questões sobre o câncer de mama

15h04 - 27/10/2017


Sérgio Hatschbach, chefe do Serviço de Ginecologia e Mama da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, falou sobre vários aspectos da doença.

Despertar e incentivar nas mulheres a prevenção ao câncer de mama foi o objetivo da palestra para empregados e empregadas do escritório de Curitiba, realizada nesta quinta-feira (26), no auditório térreo do Parigot de Souza. A apresentação foi conduzida pelo médico cancerologista, Sérgio Bruno Bonatto Hatschbach, do Hospital Erasto Gaertner. A atividade foi promovida pelo Reviver de Curitiba, com o apoio do Força Voluntária, como parte do calendário de eventos em alusão ao Outubro Rosa, com ações de prevenção do câncer de mama.

O evento trouxe aos participantes temas como prevenção, cuidados básicos com a saúde para o diagnóstico precoce e também a importância da motivação e da autoestima para enfrentar a doença e buscar a cura por meio do tratamento. “Quando você cuida do seu corpo e pratica hábitos saudáveis, a prevenção de uma série de outras doenças graves é uma consequência natural”, afirma o médico.

A taxa de cura é de até 90% se o diagnóstico correr estágio inicial. Fotos: Júlio Covello.

Na palestra, Sérgio Hatschbach falou sobre os principais fatores de risco para o câncer de mama. Entre eles, estão fatores hormonais e imunológicos. Ele também recomendou atenção aos exames periódicos. “É necessário que a mulher conheça o próprio corpo e, caso veja alguma alteração, já procure atendimento médico”, afirmou.

O cancerologista enfatiza que, embora relevante, o exame das mamas feito pela própria mulher não descarta a avaliação “realizada por profissional de saúde em atendimento hospitalar qualificado para essa atividade”. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o autoexame e a mamografia. “Quando diagnosticado em estágio inicial a chance de cura do câncer de mama pode chegar a 90%”, explica.


Mulheres e o especialista reunidos para o dia do Outubro Rosa no Parigot de Souza.

Para a assessora de Responsabilidade Social de Itaipu, Luciana Lobo Teixeira, o “bate papo” com o médico foi esclarecedor. “Diversas dúvidas foram tiradas e permitiram desmistificar medos enfrentados pela maioria das mulheres”, analisou.

O sexo feminino é o mais afetado pela doença, causado pela multiplicação anormal das células da mama que pode resultar no tumor maligno. Para o médico, os efeitos psicológicos em relação à sexualidade e à imagem pessoal podem ser devastadores, se não houver um enfrentamento da doença. “As pacientes que enfrentam a doença de uma maneira positiva conseguem resultados melhores”, comenta.

Orientação bem-vinda

Lúcia Cordeiro, da Assessoria de Energias Renováveis (ER.GB), avaliou a palestra como sendo de extrema importância. “Quanto mais conhecimento sobre as estatísticas, prevenção, enfrentamento da doença, melhor para esclarecimentos de pessoas que convivem em algum momento da vida com pacientes”.

Vera Lúcia Graniska, da Divisão de Controle da Dotação Orçamentária (OCOD.DF), concorda. A colega tem o histórico familiar ligado à doença e viu sua mãe e tia serem diagnosticadas com o câncer de mama. Por essa razão, a insegurança sobre o assunto a acompanha. “A gente sempre fica apreensiva, especialmente quando existem casos na família e se tem uma filha mulher. É preciso coragem, informação e muito esclarecimento para afugentar o medo”, relata.

Risco e prevenção


Olhares atentos às explicações e recomendações do especialista.

A faixa etária mais suscetível está entre os 45 e 65 anos, mas o câncer pode surgir em mulheres mais jovens. Os fatores de risco relacionados aos aspectos hormonais são menarca precoce (antes dos 12 anos), menopausa tardia (após os 50 anos), idade de gestação do primeiro filho acima dos 30 anos, não amamentação e uso indiscriminado de terapia hormonal.

O sobrepeso também é uma característica que aumenta a incidência do câncer de mama na mulher, além do histórico familiar, da má alimentação, do sedentarismo e do fumo.

Segundo Hatschbach, faz parte da prevenção comer alimentos que contenham vitamina A, reduzir o consumo de gordura animal na alimentação e manter o peso adequado.A mulher também deve evitar a primeira gestação após os 30 anos ou utilizar hormônios sem indicação médica. Sempre que possível, as mães devem amamentar por pelo menos seis meses.

A realização do autoexame mensal e do exame médico anual é outro aspecto fundamental.

 

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