Mais que auxiliar: no 8º Senop, colega apresenta serviços fundamentais para Itaipu

Mais que auxiliar: no 8º Senop, colega apresenta serviços fundamentais para Itaipu

15h50 - 05/10/2017

Apenas com o casco e o motor, uma embarcação pode até navegar por algum tempo. Mas se não tiver um sistema de drenagem, o navio não vai longe. Sem fornecimento de água, esgoto, iluminação e ventilação, os tripulantes também sofreriam bastante nesta curta viagem. A comparação é feita pelo técnico especializado Marcos Isnardi (OPUO.DT) para falar de serviços auxiliares que, apesar do nome coadjuvante, são fundamentais para o funcionamento de Itaipu.

A apresentação Operação dos serviços auxiliares da usina de Itaipu Binacional foi feita pelo colega nesta quinta-feira (5), na programação do 8º Seminário Nacional de Operadores de Sistemas e de Instalações Elétricas (Senop), que segue até sexta-feira (6), em Foz do Iguaçu.

Isnardi falou sobre a peculiaridade da Itaipu que, por operar em duas frequências, acaba sendo, na prática, duas usinas em uma.

Para uma plateia de operadores, Isnardi mostrou a complexidade e as peculiaridades dos serviços auxiliares de Itaipu que, por se tratar de uma usina binacional, opera em dois sistemas, de 50Hz e 60Hz. “É como se tivéssemos duas usinas espelhadas, tudo que tem em um setor tem também no outro”, explica.

De acordo com ele, em qualquer usina hidrelétrica, os serviços auxiliares são tão importantes que deveriam ser chamados “serviços principais”. “A água infiltra fácil no concreto, se não houvesse um sistema de drenagem, a usina ficaria debaixo d’água. Daí a comparação com o navio”, conta.

O sistema de drenagem da empresa pode ser um dos mais cruciais serviços auxiliares da usina. Mas não é o único. Estes serviços que consomem em média 6 MW, suficiente para abastecer 53 mil residências, também incluem iluminação, ventilação, tratamento de esgoto, combate a incêndio, o sistema de backup, os equipamentos que operam a usina, entre outros.

“Aquele monte de botãozinho da CCR [Sala de Controle Central] depende da energia dos serviços auxiliares”, brinca Isnardi. “O sistema Scada não funcionaria, os sistemas de proteção, o controle das unidades geradoras. Sem os serviços auxiliares, tudo pararia”, conclui. 

Além de Isnardi, os colegas Henrique Ribeiro e Paulo Zanelli também se apresentaram no 8º Senop. Nesta sexta-feira (6), o supervisor da Sala de Operação do Sistema e também secretário executivo do Senop, o engenheiro Rodrigo Pimenta (OPSO.DT), falará sobre Indicadores de qualidade de atendimento ao Sistema Interligado de Itaipu.

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