"Itaipu sempre foi a empresa em que nos espelhávamos", diz o novo diretor técnico executivo

"Itaipu sempre foi a empresa em que nos espelhávamos", diz o novo diretor técnico executivo

16h04 - 09/01/2018

No dia seguinte à sua nomeação, Corbellini veio a Foz do Iguaçu para conhecer a equipe.

Embora nunca tenha trabalhado na Itaipu, o engenheiro eletricista Mauro José Corbellini, 73 anos, tem uma relação de longa data com a binacional. Formado em 1967 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), ele já atuou em diversos projetos ligados à infraestrutura do Estado, inclusive na Região Oeste, como a interligação dos sistemas paraguaio e brasileiro quando da construção da Ponte da Amizade e a implantação dos sistemas UHF e VHF da Telepar, além de usinas hidrelétricas do Rio Iguaçu. Corbellini, que tomou posse nesta segunda-feira (8), em Curitiba, concedeu a seguinte entrevista ao JIE.

JIE: Neste momento da sua carreira, como o senhor vê a sua nomeação para o cargo de diretor técnico da Itaipu?

Corbellini: Este é um momento fantástico para mim. Já trabalho há muito tempo e estou chegando no limite da minha vida profissional. Então, a oportunidade de poder vir a colaborar com Itaipu me deixa muito feliz. É uma grande obra, que eu acompanho desde o começo, em 1974. E eu sempre tive muito interesse em participar dela. Por isso, essa nomeação pelo presidente da República me deixa muito feliz.

O novo diretor técnico fez uma reunião com os superintendentes e assistentes da Diretoria Técnica, no começo da tarde desta terça-feira (9).

JIE: O senhor já havia estado na Itaipu?

Corbellini: Como eu participei de todas as usinas do Rio Iguaçu, Itaipu sempre foi nossa referência, a empresa em que nos espelhávamos e com que trocávamos informações. Sempre tive muito interesse em saber o que estava acontecendo na Itaipu e acompanhei bastante o período da construção. Já na operação, acompanhei mais a distância, nas notícias que publicavam sobre a usina.

JIE: Itaipu hoje é uma usina no auge da produção. Agora está entrando em uma nova fase, com a atualização tecnológica das unidades geradoras. Quais são as suas perspectivas para a sua atuação na empresa?

Corbellini: Esse é mais um desafio na minha vida. A atualização tecnológica vai estar sob responsabilidade da minha área e fico muito feliz em participar disso. Na verdade, é o que mais me atrai. A região Oeste do Paraná também me interessa muito. Participo do desenvolvimento dessa região desde 1966. Quando foi feita a Ponte da Amizade, eu fui responsável por fazer a primeira integração entre o sistema de 50 ciclos e o de 60 ciclos, interligando Acaray com o sistema da Copel. Então, eu estava lá no começo dessa integração, antes mesmo da Itaipu. E, agora, poder estar nesta usina me deixa muito feliz.

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