Gestores discutem políticas de educação ambiental para municípios da BP3

Gestores discutem políticas de educação ambiental para municípios da BP3

14h54 - 03/11/2017


Encontro contou com a facilitação de duas professoras da USP, que realizaram as atividades conforme a demanda dos participantes.

O Auditório Integração recebeu, na sexta-feira (27), o segundo encontro de formação com os gestores de educação ambiental que compõem o Coletivo Educador da Bacia Hidrográfica do Paraná 3 (BP3). Ao todo, 63 profissionais da área participaram do seminário que teve como tema Políticas Públicas de Educação Ambiental: da formulação ao monitoramento.

O encontro foi proposto pelo Programa de Educação Ambiental de Itaipu em parceria com o Coletivo Educador de Foz do Iguaçu e contou ainda com a participação da Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste).

Orientados pelas professoras Maria Henriqueta Andrade Raymundo e Semíramis Biasoli, da Universidade de São Paulo (USP), os gestores iniciaram o encontro apontando as expectativas com o seminário e o que de mais relevante deveria ser discutido. As docentes apresentaram o que é política pública; suas dimensões; ferramentas metodológicas utilizadas para sua implementação; como fazer política pública em seu município; e a importância de haver coerência entre discursos e ações práticas.


Para os participantes, é preciso um projeto político pedagógico para que haja um caminho seguro na realização das ações.

A educadora Lucilei Bodaneze Rossasi, da Divisão de Educação Ambiental (MAPE.CD), lembrou que “as políticas públicas não precisam partir do poder público, mas também [se originam] da pressão popular”. “É importante que ela seja pensada para dentro da instituição e para fora”, concluiu.

Para os participantes do seminário, um passo importante para a construção das políticas públicas é desenvolver, em cada Coletivo Educador Municipal, um Projeto Político Pedagógico e assim, criar um caminho seguro para a realização das ações.

Política Municipal

Em busca de parâmetros, princípios e margem legal para aplicação de recursos para atividades de educação ambiental, os municípios da BP3 estão iniciando a construção de uma Política Municipal de Educação Ambiental, a exemplo de Toledo, que já conta com esses tipos de ações, e Foz do Iguaçu, que iniciou a elaboração.

Essa política abre caminhos para outras ferramentas na educação ambiental e ações estruturadas de forma permanente no município. Para Lucilei, a criação desse documento pelo município demanda outras instâncias legais que dão um suporte estruturado para as ações. “São atividades que devem ser trabalhadas em todas as secretarias, não só na de Educação. É preciso que a administração pública enxergue todas as ações de forma contextualizada”, salientou.

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