Evento no PTI discute aplicações e legislação de drones

Evento no PTI discute aplicações e legislação de drones

11h14 - 16/04/2018

A cada mês, cerca de 300 mil drones são produzidos no mundo, conforme o tenente coronel Jorge Vargas Rainha, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo do Ministério da Defesa. É um “caminho sem volta”, segundo ele, por conta dos benefícios e resultados que os drones apresentam. Por esse motivo, o tema foi trazido à discussão em evento realizado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) na sexta-feira (13). 

Gestores e técnicos do PTI e da Itaipu Binacional, representantes da iniciativa privada e de parceiros do Parque participaram do evento, onde foram discutidas questões como segurança e legislação, mercado global e aplicações dos drones. Além do tenente coronel Jorge Rainha, o proprietário da 4Vants, startup paranaense que oferece soluções “Drone as a Service”, Michel Sehn, também palestrou no encontro. 

O diretor superintendente do PTI, Ramiro Wahrhaftig, comentou que o Parque tem como missão promover o desenvolvimento territorial, e trazer tecnologias para a região é uma forma de contribuir nesse sentido. “A cadeia produtiva propulsora da região é o agronegócio. Então, se pudermos auxiliar o setor produtivo do agronegócio a cada vez mais ter uma produção controlada, de forma mais eficiente, inclusive em relação à sanidade, é melhor. Eu acho que os drones podem ajudar muito nisso”, afirmou. 

O tenente coronel Jorge Rainha falou sobre algumas possibilidades de aplicações dos drones. Entre os exemplos que ele citou está o uso o do Corpo de Bombeiros, que utiliza as imagens para auxiliar em salvamentos com boias e em melhores táticas para o controle de incêndios. Entre as aplicações dos drones, ele falou ainda sobre o emprego militar, auxílio médico e inspeção de fachadas.

Em relação à legislação, o tenente coronel destacou que, ao contrário do que costuma ser dito, a regulamentação sobre drones no Brasil existe desde 2009. O país é o único representante da América Latina na Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO – sigla em inglês). Jorge Rainha ressaltou que a legislação não pode ser subjetiva, conforme ocorre em alguns países, como Argentina e Paraguai, em que se determina, por exemplo, não voar sobre pessoas e respeitar a privacidade, sem dizer o quanto é possível se aproximar. 

Para exemplificar os benefícios dos drones, o proprietário da 4Vants mostrou a diferença entre uma imagem produzida por satélite e outra por drone. Para captar a mesma área, foram necessários, para o satélite, 1800 pontos georreferenciados e seis horas. No caso do drone, foram nove pontos e uma hora. Além disso, a qualidade visual e o detalhamento das imagens produzidas pelo drone é muito superior a do satélite. 

Outro ponto a favor dos drones abordado por Sehn foi a Inteligência Artificial. Segundo ele, o drone afere 90% das imagens de forma automática. Ele pontuou, no entanto, que o equipamento não atua como um perito, mas auxilia de forma técnica as análises.

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