Estudantes desenvolvem jogo que ensina Biogeografia

Estudantes desenvolvem jogo que ensina Biogeografia

08h22 - 20/12/2017

Sob orientação do professor Peter Löwenberg Neto, seis estudantes do curso de Ciências da Natureza – Biologia, Física e Química, da Unila, criaram um jogo de tabuleiro que utiliza o universo Pokémon para ensinar conceitos de Biogeografia. O trabalho foi escolhido como melhor material didático durante o 1º Encontro de Licenciaturas realizado pela Unioeste – Campus Foz do Iguaçu, no início do mês de dezembro.

A ideia dos acadêmicos foi possibilitar, por meio de uma atividade lúdica, o aprendizado de temas como espécies endêmicas e cosmopolitas, habitat e área de endemismo. Além disso, a dinâmica do jogo estimula nos participantes a interpretação da primeira lei da Biogeografia. “Os estudantes que montaram o jogo precisaram estudar os temas e entender se a dinâmica do jogo permitia ensinar esses conceitos. E, de fato, isso se confirmou”, ressalta o docente, que ministra a disciplina “Ecologia e Biogeografia”, da qual o trabalho fez parte.

“O professor Peter fez uma proposta de método de avaliação para que desenvolvêssemos uma estratégia didática para ensinar Biogeografia a alunos do ensino médio. Tive a ideia de um jogo de tabuleiro a partir de algumas experiências da minha infância. Como, na época, não tínhamos acesso a jogos eletrônicos, nós mesmos fazíamos nossos próprios tabuleiros para jogar. Quando eu apresentei a ideia, meus colegas de turma de imediato concordaram, e iniciamos o desenvolvimento do jogo”, conta o estudante Daniel Oliveira.

Inicialmente, o trabalho foi realizado visando apenas o fechamento da disciplina. Entretanto, a premiação como melhor material didático no evento da Unioeste deu um novo estímulo ao grupo. “Pensamos como público principal do jogo, alunos do terceiro ano do ensino médio, pois é nesse momento que eles estão vendo temas como diversidade e ecologia”, afirma o discente.

O jogo

Entre os elementos que compõem o jogo estão: tabuleiro, pokébolas, cartas de pokémons com local de ocorrência (ilha e habitat), cartas de “sorte” ou “revés”, peões e dados. O tabuleiro consiste em um mapa das ilhas de Kanto e Johto com os diferentes tipos de habitats - aquático, deserto, floresta, montanha e vulcão - permeados pelo caminho. O objetivo do jogo é capturar o maior número de pokémons e deslocar o peão até a casa final.

“Assim como no universo Pokémon, na nossa fauna a gente encontra algumas espécies que são específicas de cada região. Com isso, usamos essa analogia para apresentar os conceitos. No jogo, o participante é convidado a tentar capturar pokémons. Ele recebe cartas aleatórias que contêm as especifidades de cada pokémon. A partir do tabuleiro, são apresentadas múltiplas possibilidades de estratégias para capturar esses pokémons e, assim, o participante vai trabalhando, de maneira implícita, alguns conceitos ligados à Biogeografia”, explica Oliveira.

Fizeram parte do desenvolvimento do jogo - além de Daniel Oliveira - os acadêmicos Thiago Ferreira, Marciana Lima, Luiz Martins, Ana Maria Oliveira e Eduardo Silva.

Fonte: Unila

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