Curso ensina a trabalhar a mudança interna para atuação coletiva

Curso ensina a trabalhar a mudança interna para atuação coletiva

11h14 - 23/10/2017


Segunda turma do curso Sociocracia 3.0 se reuniu na última semana.

Gestores da iniciativa pública e privada, diretores de empresas, ONGs e empreendedores sociais participaram entre os dias 18 e 20 de outubro do curso Sociocracia 3.0. A atividade é promovida pela Adere (Associação de Desenvolvimento de Esportes Radicais e Ecologia) em parceria com a Itaipu Binacional. O workshop foi ministrado no Clube Amambay, em Foz do Iguaçu.

Foram três dias de intenso aprendizado sobre a sociocracia, um conjunto de princípios, processos e práticas que contribuem para uma gestão coletiva e eficaz. Por meio de oficinas, os participantes foram orientados a desenhar melhor a organização, aprimorar as tomadas de decisões e aumentar a capacidade de respostas aos constantes desafios do mercado.

Entre os participantes estava o chefe do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), Ivan Baptiston. Entusiasmado com o conteúdo, Baptiston diz ser possível aplicar os conceitos da sociocracia em todos os segmentos de grupo, como as instituições, nas famílias, entre amigos, em ONGs ou nas associações. “Nós, enquanto gestores públicos, vivemos em uma estrutura quase autocrática, encaixotada, dura e tensa. E quando a gente viaja e se aprofunda na sociocracia é possível ver o quanto dinamismo você pode empreender dentro de uma instituição”, avalia.

Depois das práticas vivenciadas ao longo do treinamento, o chefe do PNI defende que com a sociocracia é possível ousar e aplicar uma série de ferramentas, encontrando soluções com consentimento de todos e que atendam, de modo geral, o interesse do coletivo das organizações.

A designer de moda, ativista social e entusiasta do trabalho colaborativo, Carla Torres, de Curitiba, viajou a Foz do Iguaçu exclusivamente para participar do treinamento. “Tenho um grupo de coworking e já trabalhamos com o pensamento da ação compartilhada, mas não tínhamos a metodologia específica, porque tudo o que temos são modelos hierárquicos. A sociocracia nos apresenta ferramentas importantes para aplicar em nossos grupos”, comentou.

Promoção


Curso ajuda a trabalhar de forma com que todos sejam ouvidos e tenham voz ativa.

Taiuska Lima, organizadora do evento, explica que a ideia de promover o curso foi para que todas as organizações tenham ações mais eficazes a partir do envolvimento dos integrantes. “Para que as vozes sejam ouvidas de forma mais harmônica, sem imposições ou autoritarismo. Para que os membros ‘apareçam’ e ajudem no crescimento da organização”.

As consultoras Ruth Cristina de Andrade e Tânia Cristina Sterio, que ministraram o curso e compartilharam experiências a respeito da aplicação e resultados da sociocracia explicam que é preciso buscar a mudança do paradigma reducionista e cartesiano das organizações, onde apenas são enxergadas as partes e não grupo como um todo. “É preciso começar a ver a interconexão entre todas as coisas e pessoas”, afirma Ruth.

Mudança de paradigmas

A sociocracia é baseada em princípios-chave como transparência, equivalência e eficácia. Ela transforma culturalmente e estruturalmente as organizações, fazendo com que a inteligência coletiva possa guiar a evolução da organização, ao engajar colaboradores e equipes na criação de resultados surpreendentes.

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