Comitiva conhece alternativas de geração de energia renovável

Comitiva conhece alternativas de geração de energia renovável

08h28 - 26/10/2017

No final de setembro uma comitiva de representantes da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) e do governo do Estado, com membros da Copel, do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), da Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente), da Itaipu Binacional, além representante da Fecomércio, esteve na Europa, mais precisamente na Itália, Áustria e Alemanha, percorrendo regiões de destaque na produção de Energia renovável.

A presença dos secretários Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento) e Juraci Barbosa Sobrinho (Planejamento e Coordenação Geral) é vista pela Faep como um passo do governo para a criação de uma política pública voltada à produção de Energia renovável e descrita como “um caminho sem volta” para o Paraná.

Entre as alternativas de produção energética, o uso da biomassa é descrito pela entidade como importante para a produção de Energia elétrica e calor, para tanto se faz necessária a criação de uma legislação específica, para estabelecer parâmetros.

No continente europeu puderam conhecer modelos, fabricantes e produtores de Energia renovável. Foram a campo para saber as histórias de quem usa a bioEnergia para combater o passivo ambiental e ter renda extra com a venda da Energia produzida com a biomassa. A Europa há mais de 20 anos estimula a bioEnergia. São investidos bilhões de euros em subsídios anualmente para produção de Energia renovável: fotovoltaica, eólica e biogás.

Representando o Sudoeste, Oradi Caldatom, que é presidente do Sindicato Rural de Pato Branco, da Assimepar (Associação dos Sindicatos Rurais do Sudoeste do Paraná), e um dos vice-presidente da Faep, participou da quarta comitiva e destaca a finalidade de conhecer modelos sustentáveis de geração de Energia e lembrou que cada País tem sua legislação própria para estimular a produção deste tipo de Energia.

Caldato destaca ainda a formação universitária ofertada em alguns países da Europa para a geração de Energia renovável, o que junto com as legislações específicas contribuem para a existência das mais de 17 mil plantas de geração energética.

Ele também pontua a geração de compostos, que posteriormente são aplicados na terra. “Com isso os agricultores conseguem ainda economizar o uso de fertilizantes químicos em 90%”.

Caldato avalia que a implantação de plantas bioenergéticas é possível no Brasil, desde que passem a ser criadas políticas públicas que favoreçam esta prática. “Temos matérias prima em abundância, até mesmo, muito mais do que eles (países europeus)”, afirma o presidente do Sindicato Rural, lembrando o grande número de produtos orgânicos descartados que não são aproveitados tanto para a geração de Energia como de substrato para o solo.

Um dos pontos observados durante a viagem é que além dos dejetos animais, são utilizadas plantas tradicionais como o milho em silagem, pastagens como sorgo, triticale, para a criação de um composto que resulta em uma maior produção de Energia. Contudo, Caldato afirma que algumas plantas também utilizam carcaças animais trituradas, na produção energética, o que contribui também com o descarte destes materiais. “Para todas as alternativas é necessário o acompanhamento técnico”, destaca.

Fonte: Diário do Sudoeste

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