Atenção, animais na pista: motoristas devem estar atentos ao trânsito da fauna

Atenção, animais na pista: motoristas devem estar atentos ao trânsito da fauna

15h09 - 01/11/2017


Veado-bororó flagrado pelo colega João Carlos Eichenberg (SEOC.AD) em 2015: situação é corriqueira nas vias da usina.

A presença de animais nas áreas de Itaipu é celebrada como uma vitória da biodiversidade: desde a construção da usina, a empresa tem investido em ações que estimulam a vida silvestre, como a recuperação da mata nativa e a construção do Parque da Piracema. Com um ambiente mais propício à fauna, a população de animais também cresceu. A consequência é uma variedade de espécies, inclusive ameaças de extinção, transitando pelas vias de Itaipu.

Como os bichos não podem se proteger dos carros, cabe aos motoristas esta tarefa. Trafegar em baixa velocidade – sempre abaixo dos limites instituídos – e estar atento aos pontos de maior trânsito de animais é um dever de quem dirige em Itaipu.

Siga as recomendações da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD):

“Trânsito e meio ambiente são temas interrelacionados. Apesar de todos os benefícios, não resta dúvida que os veículos automotores causam grande impacto na biosfera. Para atender ao crescimento da indústria automobilística, uma extensa rede viária foi construída no País. Com isso, áreas consideradas naturais passaram a sofrer alterações em razão da construção de estradas, e os atropelamentos de animais silvestres tornaram-se inevitáveis.

Na usina não é diferente. O aumento da população de animais silvestres nas áreas protegidas pela Itaipu é o resultado de boas políticas ambientais da empresa, possibilitando que a fauna encontre aqui um porto seguro. Como o Refúgio Biológico Bela Vista é um corredor ecológico, o risco de atropelamento de animais existe. Depende de todos nós reduzir o risco.

Preparamos dez recomendações para uma convivência pacífica com os animais silvestres:

1. Saiba onde há mais probabilidade de haver animais na pista. A maior parte dos atropelamentos ocorre na Avenida Tancredo Neves, próximo ao Lago e Canal da Piracema e também próximo da ponte sobre o Córrego Bela Vista. Lá existe uma grande população de animais residentes e em trânsito. Portanto, redobre a atenção ao dirigir, não só nesses locais, mas em todas as vias internas.

2. Respeite o limite de velocidade. Lembre-se que os animais podem aparecer na pista sem aviso prévio e todos sabem que em alta velocidade o risco de acidente aumenta. Em locais onde há mata é recomendável trafegar com velocidade inferior à sinalizada.

3. Esteja atento o tempo todo. É um erro comum o motorista distrair-se com rádio, telefone celular ou com a própria paisagem quando dirige por estradas que passam por matas. Animais podem surgir subitamente à frente do veículo – por exemplo, uma capivara de 60kg – e o atropelamento torna-se inevitável. Zele pela sua segurança e também dos animais.

4. Reduza a velocidade e redobre a atenção ao crepúsculo e à noite. O risco de atropelamento de animais aumenta muito nestes períodos, pois é quando ficam mais ativos. Com a visibilidade baixa nas laterais da pista, 80km/h pode ser uma velocidade alta.

5. Mantenha a velocidade baixa quando houver nevoeiro ou em dias de chuva. Não queremos que você sofra um acidente ao tentar desviar de um animal na pista.

6. Não deixe os vidros embaçados em dias frios. A visibilidade fica comprometida nessas horas, e isto é um perigo para pessoas e animais.


Quati à vista: animais silvestres são comuns nas áreas de Itaipu.

7. Reduza a velocidade ao avistar um animal próximo da pista. Fique atento, pois o resto do grupo pode estar prestes a cruzar a estrada. Algumas espécies, como capivara, quati e macaco-prego vivem em grupos. Outros animais podem estar acompanhados de filhotes.

8. Esteja preparado para aplicar seus conhecimentos de direção defensiva. Em dias frios as capivaras gostam de aproveitar o calor do asfalto. Elas são lentas, por isso, tenha paciência. À noite, a luz do veículo pode deixá-las sem reação, permanecendo imóveis e vulneráveis a atropelamentos. A buzina pode alertar um animal para sair da pista, mas pode também desorientá-lo.

9. Nunca faça manobras arriscadas e perigosas ao perceber animais na pista. Respeite o direito de deslocamento dos animais silvestres, mas não ponha sua vida e a vida de seus colegas em risco.

10. Conheça mais sobre os hábitos dos animais. Isso é bom não só para prevenir atropelamentos, mas para você “curtir” ainda mais a natureza. Saiba, por exemplo, que os teiús (lagartos) gostam de calor e, por isso, aparecem mais na primavera até o outono. Em dias quentes se deslocam mais à procura de alimento e acabam ficando vulneráveis a atropelamentos. Sabendo mais, você estará mais preparado na direção."

Zalmir Cubas, da médico-veterinário da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD)

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