Aniversário de Laboratório de Concreto promove encontro de gerações na Itaipu

Aniversário de Laboratório de Concreto promove encontro de gerações na Itaipu

16h40 - 11/05/2018

Em maio de 1978, um grupo de jovens engenheiros ganhou a missão de convencer os gestores da época sobre a importância de se investir em um controle rígido do concreto e do aço que seriam utilizados na construção da barragem da Itaipu. Era criado o Laboratório de Tecnologia do Concreto da Itaipu (LTCI) que, após 40 anos de serviços prestados, provou o acerto daqueles jovens engenheiros.

Andriolo ainda guarda todas as carteiras que usou quando trabalhava na Itaipu.

Um deles, o engenheiro civil Francisco Rodrigues Andriolo voltou a Itaipu, na tarde desta quinta-feira (10), para a comemoração dos 40 anos do Laboratório de Concreto em uma festa que marcou o encontro de gerações. “Naquela época, os consultores estrangeiros brincavam que gente da nossa idade não poderia nem visitar as obras nos países deles”, recorda Andriolo. “Era um desafio muito grande, mas fizemos a coisa certa”.

Encontro de gerações na comemoração dos 40 anos do Laboratório de Concreto.

Quando chegou a Itaipu, Andriolo trazia na bagagem a experiência da construção das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, o que permitiu criar um sistema inédito de controle de qualidade do concreto. “Nós recebíamos cimento de oito fábricas e, em cada uma delas, havia um técnico químico e dois laboratoristas”, afirmou. Este controle apurado permitiu que a construção da barragem de Itaipu fosse feita “sem sobressaltos” – além de inspecionar a matéria-prima, o Laboratório verificava o comportamento do concreto utilizado.

Andriolo deixou sua marca em uma placa de concreto que vai ficar no laboratório.

Hoje aos 72 anos de idade, o engenheiro civil tem no currículo a autoria de dez livros sobre obras de concreto, além de prestar consultoria para construção de barragens, pontes, metrôs e viadutos em 35 países. Já passaram por seu crivo cerca de 80 milhões de m³ de concreto. 

“Atualmente, as necessidades econômicas prevalecem sobre a necessidade técnica, mas isso não aconteceu em Itaipu. Foi investido na qualidade do material que chegava à obra e o resultado é o que vemos aí: uma barragem segura por muitos anos”, resumiu. Agora, continua Andriolo, é a vez das novas continuarem a zelar pela segurança da barragem de Itaipu. 

Para Fonseca, geração atual deve se preocupar com o legado que deixará para o futuro.

É o que também pensa o superintendente de Obras (SO.DT), Antônio Carlos Fonseca Júnior, que acredita ser papel dos atuais profissionais pensarem no futuro da empresa. “Nós temos, hoje, quarenta anos de informação sobre o concreto de Itaipu. Precisamos saber quais dados vamos fornecer para as futuras gerações”, afirmou. 

Vellacich acredita que passamos pelo momento de transição entre cuidar da obra e, agora, cuidar do envelhecimento da barragem.

Para o gerente da Divisão de Obras (SOCC.DT), Luis Guillermo Vellacich, a longa vida útil de uma barragem de concreto, cerca de 250 anos, traz grandes desafios as profissionais responsáveis por sua conservação. “Acompanhamos a qualidade de obra e, hoje, vivemos uma transição entre as gerações. Temos que cuidar do envelhecimento da barragem e entregá-la para os futuros trabalhadores com as mesmas condições que a recebemos”, conclui.

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