Notícias de Itaipu

16/01/2018 - 19:43

Bandeira verde segue no primeiro trimestre, diz, na Itaipu, o ministro de Minas e Energia

"Itaipu sempre foi a empresa em que nos espelhávamos", diz o novo diretor técnico executivo

16h04 - 09/01/2018

No dia seguinte à sua nomeação, Corbellini veio a Foz do Iguaçu para conhecer a equipe.

Embora nunca tenha trabalhado na Itaipu, o engenheiro eletricista Mauro José Corbellini, 73 anos, tem uma relação de longa data com a binacional. Formado em 1967 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), ele já atuou em diversos projetos ligados à infraestrutura do Estado, inclusive na Região Oeste, como a interligação dos sistemas paraguaio e brasileiro quando da construção da Ponte da Amizade e a implantação dos sistemas UHF e VHF da Telepar, além de usinas hidrelétricas do Rio Iguaçu. Corbellini, que tomou posse nesta segunda-feira (8), em Curitiba, concedeu a seguinte entrevista ao JIE.

JIE: Neste momento da sua carreira, como o senhor vê a sua nomeação para o cargo de diretor técnico da Itaipu?

Corbellini: Este é um momento fantástico para mim. Já trabalho há muito tempo e estou chegando no limite da minha vida profissional. Então, a oportunidade de poder vir a colaborar com Itaipu me deixa muito feliz. É uma grande obra, que eu acompanho desde o começo, em 1974. E eu sempre tive muito interesse em participar dela. Por isso, essa nomeação pelo presidente da República me deixa muito feliz.

O novo diretor técnico fez uma reunião com os superintendentes e assistentes da Diretoria Técnica, no começo da tarde desta terça-feira (9).

JIE: O senhor já havia estado na Itaipu?

Corbellini: Como eu participei de todas as usinas do Rio Iguaçu, Itaipu sempre foi nossa referência, a empresa em que nos espelhávamos e com que trocávamos informações. Sempre tive muito interesse em saber o que estava acontecendo na Itaipu e acompanhei bastante o período da construção. Já na operação, acompanhei mais a distância, nas notícias que publicavam sobre a usina.

JIE: Itaipu hoje é uma usina no auge da produção. Agora está entrando em uma nova fase, com a atualização tecnológica das unidades geradoras. Quais são as suas perspectivas para a sua atuação na empresa?

Corbellini: Esse é mais um desafio na minha vida. A atualização tecnológica vai estar sob responsabilidade da minha área e fico muito feliz em participar disso. Na verdade, é o que mais me atrai. A região Oeste do Paraná também me interessa muito. Participo do desenvolvimento dessa região desde 1966. Quando foi feita a Ponte da Amizade, eu fui responsável por fazer a primeira integração entre o sistema de 50 ciclos e o de 60 ciclos, interligando Acaray com o sistema da Copel. Então, eu estava lá no começo dessa integração, antes mesmo da Itaipu. E, agora, poder estar nesta usina me deixa muito feliz.

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Itaipu fecha dezembro com melhor geração mensal de sua história

14h28 - 31/12/2017

Ao encerrar dezembro como o melhor mês de geração de sua história, a usina de Itaipu chega ao final de 2017 com números surpreendentes de produção e eficiência, equivalentes aos obtidos somente em anos de condições hidrológicas favoráveis. São 96.387.357 de megawatts-hora (MWh) no ano todo e 9.257.670 de MWh em dezembro. No histórico, é a quarta maior marca anual em 33 anos e sete meses de operação.

Dezembro de 2017 bateu o recorde dos meses de dezembro, que até então era o de dezembro de 2016, com 8,89 milhões de MWh, e superou a maior produção mensal já registrada, que foi de 9,1 milhões de MWh, em julho de 2012. As chuvas localizadas, nos últimos meses, e também as que caíram anos últimos dias ao longo da Bacia do Rio Paraná, permitiram à Itaipu bater mais este recorde.

A usina binacional também contribuiu para diminuir a utilização das termoelétricas. Com isso, a partir de janeiro a bandeira tarifária do setor elétrico passa a ser verde, sem o custo adicional para o consumidor.

Os 9,2 milhões de MWh do mês seriam suficientes para atender o Brasil por seis dias, a cidade de São Paulo por 3 meses e meio e Foz do Iguaçu, no Paraná, onde está sediada a usina do lado brasileiro, por 16 anos e meio.

“Top five”

O ano de 2017 entrou para o “top five” da Itaipu. As cinco melhores marcas haviam sido registradas em 2016, quando a usina obteve o recorde mundial anual de produção, com 103,1 milhões de MWh; em 2013, com 98,6 milhões de MWh; em 2012, com 98,3 milhões de MWh; e em 2008, com 94,7 milhões de MWh. Com a produção de 96,4 milhões de MWh, 2017 desbancou a posição de 2008 no ranking. A média é de 98,2 milhões de MWh.

A produção de Itaipu em 2017 poderia atender ao consumo do Brasil por 72 dias; a cidade de São Paulo por três anos e três meses; e Foz do Iguaçu por 173 anos.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna, estabelecer uma média de 98,2 milhões de MWh de produção de energia limpa e renovável dentre os melhores cinco anos é realmente uma façanha, conquistada graças à dedicação e eficiência da equipe binacional da Itaipu. Ele destaca que quatro dos cinco melhores anos de produção ocorreram nos últimos seis anos, em situação hídrica quase sempre adversa.

Neymar

O diretor lembra que a Itaipu detém tanto o recorde anual de produção como o de energia acumulada desde o início da operação, em maio de 1984, com 2,5 bilhões de MWh completados em novembro deste ano. Essa produção seria suficiente para atender o planeta por 41 dias, o Brasil por cinco anos e  Foz do Iguaçu por 4,5 mil anos.

“Acumular essas duas marcas é como se ousássemos sonhar com o Neymar marcando 13 gols na copa da Rússia. Ele iria acumular o recorde por edição, empatando com o francês Just Fontaine, que fez 13 gols em 1958, e o recorde de gols acumulados, com 17 gols (Neymar já fez 4 em 2014), superando assim o alemão Klose, que tem 16 gols acumulados”, brinca o diretor-geral brasileiro da usina. Vianna dá um recado no mesmo tom: “Que Itaipu inspire a seleção e o nosso craque Neymar, em 2018”.

Eficiência

Outro dado relevante é a eficiência. Nos últimos anos, a usina sempre teve esse índice acima dos 95%. Segundo o superintendente de Operação, Celso Torino, a Itaipu, como qualquer outra empresa ou hidrelétrica, possui diversos índices de eficiência e produtividade. “Um dos mais importantes, que permeia toda a área técnica da empresa, é o que mede o quanto da água que passou pela usina foi efetivamente transformado em energia”, explica.

Segundo Torino, nos últimos seis anos, esse índice se manteve acima dos 95%. Em 2017, a eficiência ficou em 98%. “Contando 2017, já faz seis anos que a Itaipu tem mantido sistematicamente esse índice acima dos 95%”, reforça.

Vianna acrescenta que garantir os melhores índices de eficiência é uma tarefa complexa, que exige muito alinhamento entre as áreas internas, como Engenharia, Obras e Montagens, Manutenção e Operação, além de uma coordenação refinada com os parceiros externos, como Eletrobras, Ande, ONS, Furnas e Copel.

Mais performance

Outros índices importantes para a obtenção de um resultado eficiente são a disponibilidade das unidades geradoras, que chegou este ano a 97,1% e foi a maior do histórico, assim como a indisponibilidade forçada das unidades geradoras, que reflete a interrupção intempestiva da operação de um gerador devido a falhas dos equipamentos ou dos profissionais de operação e manutenção. A indisponibilidade forçada, este ano, chegou a apenas 0,1%. Por último, o índice específico de falhas humanas da operação em tempo real com impacto na produção, em 2017, foi zero.

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