Ñandeva quer abrir canais de venda para artesãos

Ñandeva quer abrir canais de venda para artesãos

14h41 - 05/09/2007

 

       
Após um período dedicado ao aperfeiçoamento do design, da tecnologia dos materiais e da elaboração da iconografia da Tríplice Fronteira, lançada em julho, o Ñandeva – Programa Trinacional de Artesanato – passará a enfatizar estratégias comerciais. 
    
Segundo a coordenadora do Ñandeva, Ana Cristina Nóbrega, esse será o principal foco da iniciativa em 2008. "Depois de auxiliarmos no desenvolvimento dos produtos, queremos melhorar a gestão do negócio. Muitas vezes os artesãos têm muito talento para criar, mas pecam em questões como o atendimento a clientes e cumprimento de prazos", afirma.
    

 

O programa, sediado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), tem recebido pedidos de empresas interessadas em distribuir os produtos Ñandeva. Mas isso só será possível no ano que vem. Por enquanto, a preocupação é atingir uma escala suficiente para garantir o abastecimento dos canais de venda.   
    

          
Ana Cristina explica que, quanto à questão comercial, a idéia do projeto não é ter uma postura paternalista, mas sim fortalecer as associações de classe. Hoje, 250 artesãos estão cadastrados, porém, para participar do programa, eles precisam estar afiliados a uma entidade representativa do setor. "Com o tempo, o objetivo é que as associações caminhem por si mesmas", diz a coordenadora.
    

Apoio    
A razão para o Ñandeva estar vinculado ao PTI está justamente na necessidade de apoiar o desenvolvimento tecnológico dos produtos, garantindo maior durabilidade aos materiais utilizados, como sementes, madeiras, couro, tecidos etc. Por ser de caráter trinacional, a iniciativa atraiu a participação de designers de renome e, para o futuro, existe a intenção de formar competências regionais, com a instalação de design na região.             
Outra face do programa é o emprego de ícones da região para agregar valor aos produtos. Para isso, foi elaborada uma extensa iconografia, lançada em 29 de julho. São dois volumes com oito capítulos que tratam da fauna e flora, artes plásticas, cultura guarani, história, arquitetura antiga e contemporânea. "Mas o trabalho não pára por aí. A iconografia é um processo que não tem fim", diz Ana Cristina.

       

           
Para valorizar todas as etapas do programa, os produtos Ñandeva trazem três etiquetas, que funcionam como uma espécie de certificado de origem: a primeira explica o que é o Ñandeva; a segunda fala do artigo e do artesão: quem é, onde mora, qual a técnica utilizada, qual o material; e a terceira explica qual o ícone empregado.
     

Além do suporte institucional, a Itaipu articula linhas de financiamento junto a órgãos como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o Ministério da Ciência e Tecnologia, e o Sebrae, para alavancar o programa.

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